quarta-feira, 5 de junho de 2019

Um desabafo de uma malaxofóbica



Quando eu digo que eu tenho malaxofobia (medo de jogos de paquera), não apenas ninguém acredita, como também ninguém dá bola. Há ainda quem diz que também tem, mas não passa de uma mentira desvairada, pois esses tem seus relacionamentos de vez em quando. Torna-se complicado e doloroso falar sobre isso com qualquer pessoa. Além da vergonha de discursar sobre o tema, sinto que subestimam meu probleminha.

O mais recente causo me causou algum estresse e, principalmente, frustração. Senti que eu era a pessoa do interesse de um certo rapaz. Um rapaz normal, de beleza normal, de caráter normal. Mandava memes não solicitados, apesar da pouca amizade e intimidade que tínhamos. Cogitei comigo mesma e resolvi dar uma chance. Mas eu não contava com minha incompetência.

Já não faz parte da minha zona de conforto entrar nessas trocas de mensagens. Isso requer energia. Não apenas isso, mas o fato de eu estar atarefada e cheia de outros estresses provindos da universidade e até da situação do país me travaram. Eu não conseguia engajar-me o suficiente nessa situação.

Fazíamos parte do mesmo grupo de trabalho em determinada disciplina, eu e o tal rapaz. Passamos um fim de semana juntos na casa de outro colega trabalhando em um grande e complicado trabalho. Como falei, isso por si só já me estressa: fazer um trabalho complicado para dali a poucos dias entregar. Entretanto o fato desse guri estar lá e eu começar a ficar auto-consciente me deixou ainda mais nervosa. Aliás, essa é a questão: eu começo a me questionar o que eu devo fazer. Logo mais, não consigo mais decidir qual é a melhor forma de agir e passo a não agir mais. Ponto.

Sei que no domingo esse guri já mostrava sinais de se sentir rejeitado. E sei porque, se antes ele era mais querido, depois demonstrava um certo mau humor. E continuo a assim demonstrar, além de parar de mandar mensagens.

O que me incomoda é que eu não o rejeitei, mas eu estive sem ânimo para corresponder, em parte pelo meu cansaço e em outra parte porque eu me deparei com indecisões e não sabia o que fazer. Me sinto frustrada, pois parte de mim queria se aventurar em descobrir uma pessoa pelo viés romântico, nem que fosse apenas para adquirir experiência, sem compromisso.

Eu me odeio tanto por minha incapacidade. E essa incapacidade continua, a medida que eu penso que eu não sei como reverter a situação e tentar falar com o rapaz de novo.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Inverno



Há dias que o clima está maravilhosamente invernal. A temperatura nunca passa dos 23 e chega próximo dos 10 graus de madrugada. Um conforto consolador, capaz de apagar das memórias as intepéries do calor do verão. Ainda assim, o céu tem estado azul, ressonando com qualquer alegria que aparecer. Sinto que um perfume que cheira a rosas e mel, quente, feminino e sensual, eleva-me ainda mais ao estado de conforto pleno que já estou sentido. E, para minha sorte, as férias chegaram, dispersando as pressões para os tempos passados. Em suma, dificilmente eu poderia estar mais envolvida em paz.

Faz parte da paz abrir as portas para as melancolias, aquelas visões passivas de que o mundo tem defeitos, os quais eu não posso combatê-los. Uma percepção melancólica que a tranquilidade do momento me sugeriu é que o silêncio de uma paixão escondida pode valer a pena, pois o preço de sua revelação é o desconforto do desconhecido, da dependência do alheio. E nada me parece mais doce que meu próprio perfume lembrar-me de quem está em meu coração, devido aos momentos compartilhados entre nós três: as pessoas e o perfume.

O preço do silêncio, que não é barato, é a melancolia. Quem me dera usar tal abraço como agasalho nesse friozinho. No silêncio, não haverá carinho algum, então uma suave tristeza me acompanhará, enfriando ainda mais minhas mãos enquanto escrevo.

Levá-me, doce calor das cobertas, no sonho dos amores correspondidos e deixa-me lá enquanto as responsabilidades não baterem à porta. Quem sabe se lá não encontro a coragem da saudade do mundo real perambulando nas vontades escondidas, e trago para cá, onde a primavera lhe dará boas vindas.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Matando paixões antes delas aconteceram



Vocês já repararam no início de uma paixão (paixão romântica mesmo)? Como é que acontece? Pois hei de contar:

-primeiramente você sente a tal da fagulha ao olhar para aquela pessoa
-ou quando fala com a pessoa, quando se lembra dela, quando ela fala com você
-você, então, percebe a fagulha, fica conciente dela
-você pensa "será?"
-você olha pra pessoa e diz a si mesmo "pode ser que sim"

Então, não sendo mais tão jovem a ponto de por mais lenha na fogueira, sabendo o quanto dói carregar o fogo da paixão, você se pergunta

-será que devo apagar aqui esse fogo ou será que eu deixo ele queimar?

Nesse momento, você ainda acredita inocentemente que possui escolha, que possui o poder. Mas sabe o que vem depois?

-você imagina o que aconteceria se você deixar o fogo incendiar seu coraçãozinho juvenil
-você se imagina ficando junto dessa pessoa
-você se sente já com essa pessoa

E como a fagulha já está acesa, o fogo queima, porque, afinal, nós nos apaixonamos na imaginação e não na realidade.

Dito isso, só há uma maneira de não se apaixonar. Você não pode imaginar nunca! Você tem que enterrar essa fagulha na sua imaginação, jogar no mar das ocupações, ignorar desde o mais tenro princípio.

Você tem essa coragem? Você tem esse poder?

Já sentiu o delicioso aroma de madeira queimando?



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Reality:

The only satisfactory place that exist. Maybe it's due the fact that it's the only place that exist. If you wish something, you wish it in reality. If it reminds you something, you remember it from a past reality. If you imagine something, well, you got inspired by reality. Our mind is just a real reality interpreter, so, if we lose our mind we lose the connexion with the infinity reality and got stocked in the mesmerized finite fake reality from our mind, one of the most unsatisfactory places the exist.


Humans:

The unanimous approval seekers. Like to fight against the others. Need a slap at the back everyday by the equals, in order to be happy. Equals are everyone who are better than one, and others are everyone who is worse the one. But the equals who don't approve one's ego become others.


Freedom:

Mostly known by the impossible nonsense that is the undiscovered experience that it means. The actual unicorn myth of humans. We say we search for freedom when our life is just too comfortable and we rather have something to complain about. Those who really need freedom don't have the freedom to seek for freedom, and those who have freedom call it other names.


Art:

Human spirit's language. But it's human and not real, therefore art is unsatisfactory and created in order to look for equals approval. However art, unlike human existence, makes we feel good. Usually prescribed for those who seek freedom.


Science:

Has nothing to do with humans, except that some humans adopt it as a kind of art from reality. Recommendable for human's health, except when use for bad (then is recommendable for the planet's health).


Philosophy:

Kind of art that makes human's science portable to be generated during free time moments. Extremely dangerous for human's health. Don't do it while driving, using machines, operating elevators, running, talking, drinking, taking photographs, watching TV, sleeping and studying. If you can't avoid it, make sure that you have a place to write it on, otherwise it can blow your mind. Making Philosophy is good to pretend that one is not human, keeping one in the non real places like minds and pieces of art.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Correndo atrás do prejuízo



É claro que ninguém deve realmente gostar de correr atrás de prejuízo, não é mesmo? Qual é o charma, a diversão ou o passatempo em se esforçar para por em dia o que foi deixado para trás? Ora, qeu tarefa pouco grata. Ainda mais pela razão de que, ao se alcançar a meta de por o prejuízo em dia, a única recompensa é essa mesmo: estar em dia. Fim. Nada de extraordinário.

Por alguma razão, eu tenho especial nojo em correr atrás de prejuízo. Muito mais me compraz jogar tudo fora e recomeçar do zero, fazer tudo de novo em vez de consertar. Treinando piano, por exemplo, eu prefiro recomeçar um música quando eu erro uma parte no meio do que tocar apenas onde eu errei de novo. Porém, tal filosofia nem sempre é viável ou plausível.

Diferente do piano, onde eu posso facilmente recomeçar uma peça, recomeçar a universidade não é tão trivial. Eu tenho vontade de sair do meu curso, resetar e começar tudo de novo. Mas isso sequer é possível! Não posso recomeçar meu próprio curso na minha atual universidade, é contra as regras internas de lá. Além disso, mesmo indo para outro curso semelhante, eu perderia muito tempo, jogaria muita coisa fora.

Aparentemente, o melhor custo benefício é correr atrás de médias baixas só pra me formar. Sabe o que isso me parece? Que eu esqueci de por sal no arroz, agora eu tenho uma panela enormo só dele, e por o sal depois de pronto fica sempre meio ruim. Só que numa versão muito pior e mais grave.

Minha ambição é cortada para "tenho que passar com MM" ou então, quando é tarde demais "tenho que reprovar com MI, não II". Outras esperanças não são mais concretizáveis. E cada semtre eu pioro, fico mais desmotivada pelo acumulo de fracasso. Parece muito com os sonhos repetidos que eu tenho: quando estou na rua e preciso usar o banheiro público, mas todas as cabines estão imundas, é horrivel ter que usá-las, mas eu tenho que o fazer mesmo assim, com muito asco e apenas por necessidade.

Vei, na boa. Estou odiando minha vida, sinceramente. Correr atrás de prejuízo é a cada menos empolgante do mundo que eu tenho que fazer por obrigação. Que merda.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A Fronteira Final - Hipocrisia

e o insurreição da Indiferença


Como funciona o debate entre duas pessoas com idéias antagônicas? Teoricamente é dado um argumento por A, rebatido por um argumento de B, rebatido por um argumento de A, rebatido por um de B... Um dos finais possíveis desse ping-pong é quando alguém é acusado de hipócrita. Segundo esse "argumento" (falácia do Tu quoque), não se pode defender uma ideia sem praticá-la. Seja quem for que foi chamado de hipócrita, para tentar manter-se na discussão, pode forjar uma justificativa (provavelmente enorme) sobre o motivo de não ser em hipotese alguma hipócrita. É o que normalmente acontece.

Mas por que não admitimos nossa possível hipocresia? Por que não podemos defender uma situação hipotética sem termos que a vivenciar rigorosamente?

Quais são os perigos de ser hipócrita?

O que vem antes, a injúria da hipocresia ou o argumento defendido? Se o argumento defendido veio depois do medo da hipocresia, qual é a validade dele?



Certa vez eu li um texto (não lembro qual nem onde) que dizia que nossa consciência é extremamente moralista. Não fazemos nem dizemos nada que nos deixe culpados à luz da nossa própria consciêcia. Porém, cada pessoa possui uma consciência com moral e valores distintos, por isso algo que me deixe culpada pode não ser algo que deixe outros culpados. Enquanto eu escrevo, me pergunto qual é o sentimento de ser hipócrita e não me parece ser outro que a culpa. Foi-se contra as crenças, logo se é hipócrita, sente-se culpado. Sob o aspecto de culpa, eu entendo perfeitamente que se evite ser hipócrita -niguém quer se sentir culpado. 

Por isso mesmo, para evitar a culpa e a taxação de hipócrita, tem-se duas opções: muda-se ou as ações ou a visão e argumentos até que não se tenha mais culpa a se sentir. Um exemplo muito comum é defender uma visão de esquerda sem ser pobre. Enquanto uns chamarão esses de "esquerda caviar" e alegarão hipocresia, quem é acusado se defende ou adotando um estilo de vida mais humilde ou encontrando um entre vários argumentos que o defendam ("ser de esquerda não é voto de pobreza", "foram os russos que criam essa tecnologia daqui" ou qualquer outra coisa).

Entretanto eu defendo que exista outra forma de se colocar diante disso: admitindo a hipocresia e evitando a culpa. Mais ou menos nos ares de "sou hipócrita mesmo e foda-se, ninguém tem nada a ver com isso". Admitir uma falha de caráter integralmente te livra da culpa de tentar escondê-la de si mesmo e dos outros, até que a culpa desapareça. Nesse ponto em diante, se é livre para argumentar com mais lógica do que com o medo de ser pego em flagrante da hipocresia. Reduz-se um sistema de pensmento sem as justificativas necessárias da defesa pessoal. Enfim, a verdadeira liberdade de argumentação. Reservo me, porém, ao direito de avisar os riscos dessa abordagem.

O medo da hipocresia é a última fronteira antes de nos assumirmos qualquer coisa que tenhamos vergonha. Agora, levante a mão quem nunca evitou ser tido como mau caráter, como pessoa ruim, como fdp, como afilhado do caipiroto, como arrogantizinho de merda ou qualquer outro exemplo carinhoso. Não queremos ser assim, costumamos nos entender como pessoas dignas de compreensão e apreço, e se possível queremos estar acima do mal para criticá-lo. Caso não estejamos realmente certos disso, apenas atacamos quem ousar questionar nossa moral imaculada, nem que digamos que são chatos.

Uma vez dito isso "ok, sou um hipocritinha arrogante..." estar-se-á livre para afirmar "bem, então eu sou mesmo uma pessoal cheia de inveja, insegurança e agressões e de quem eu mesmo não teria misericórdia e compreensão" e por fim "tá bem, podem me criticar, de agora em diante eu sou indiferente aos questionamentos da minha moral!". A frieza da liberdade, para que se preocupar se não se é aceito quando já se sabe que não o é?

Quando se tem algum apreço à vida alheia, eu admito que esse tipo de pensamento é apenas um conforto extra. Ser hipócrita e questionável é apenas um efeito colateral do egoísmo espontâneo do ser humano, e muitas vezes preferível à ao argumento defendido. Contudo, creio que eu me preocupe com qualquer um desprovido de empatia e que tenha essa liberdade. O que seria do mundo cheio de pessoas conscientemente más e livre de culpa? O mundo onde o ódio injustificado não teria advogados para defendê-los com um argumento diferente do "quem odeia, odeia pois o quer", sem envolver religião, cor, nacionalidade e etc. com isso. "Mas não odiamos todos?" questiona o advogado, "não deveríamo estar todos presos, tendo em vista que somos todos em algum nível cruéis?" e se pensarmos bem, se a prisão é o lar dos criminosos, talvez seja o caso do mundo inteiro ser a maior prisão que conhecemos.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sobre sentimentos

ou seria sobre a fome?


"Tem alguns detalhes desse quadro que eu nunca tinha percebido, que nem essas janelas", comentou minha mãe.

"Eu adoro olhar janelas de casas em quadros
. Eu sempre imagino que dê para ver alguém comendo lá dentro das janelas", respondi.

Como eu já estava no clima reflexivo, me indaguei por que eu sempre me encanto com figuras humanas fazendo refeições, mesmo que essas só existam na minha imaginação. De fato, imaginar uma família, ou mesmo apenas um indivíduo comendo em suas casas, em cafés me faz acalentar meu coração; me transmite uma sensação de conforto, de carinho; um aconchego cotidiano. Me fez pensar como me parece romântico, talvez até transcedental, sentar-se a uma mesa para a agradável e necessária ação de comer. Que bom que existem esses momentos até hoje!

Até hoje? Ora, não creio que existirá um momento futuro onde não haja refeições, não? Isso pois precisamos comer, e mesmo que em algum tempo futuro tenhamos que reduzir nossos prazeres gustativos por razões práticas, certamente ainda haverá um consenso que comer boas comidas é prazeroso, tentaremos conservá-lo.

Talvez seja tão acalentador a ideia de uma refeição confortável exatamente por causa do consenso que existe. Ainda não conheço alma que questione o prazer de comer, mesmo que tenhamos gostos, necessidades e prioridades diferente em relação a comida. Essa certeza de que se pode ser alegre, que se pode relaxar, de que não será julgado por esse prazer de comer torna o ato ainda mais confortável. O que pode ser mais doce do que dividir uma necessidade e um acalanto com toda a humanidade, indiferente dos tempos e dos lugares? É uma grande comunhão contínua da espécie.

Continuei refletindo sobre isso. Será que há outra atividade, sentimento ou sensação igualmente compreendido por todos nós? Se comer parece tão romântico, não seria de se estranhar que também o amor romântico também o fosse. Entretanto existem sim aqueles que se opõem à livre circulação desse sentimento -tanto dentro deles mesmo quanto ao redor (eu mesma já fui uma que tentei negar isso, mas em uma idade que talvez não deva ser lavada a serio).

Há ainda o sentimento de pátria, de família, que, por terem sido exageradamente glorificados, hoje são evitados por algumas pessoas. Paixões diversas, como paixões por música, por artes, por filosofia são tidas como heresia por cristãos que pregam que paixões sejam desvios do caminho de Deus. Em suma, existem juízos de valores sobre o que podemos (ou não podemos) sentir. Naturalmente, isso já não é novidade, mas eu gostaria de frisar a falta de grandes paixões, de grandes entregas, de grandes rituais.

Há muitas gerações atrás, a ideia do Romantismo de se entregar por alguma paixão foi considerada abominável. Existe sempre alguém a desprezar certo sentimento, certa conduta. E essas críticas são totalmente dignas e necessárias! Felizmente elas existem e mantém uma evolução de ideias. Contudo, críticas geralmente não são verdades absolutas e mesmo se fossem, eu pergunto: por que resistimos tanto em nos entregar a um sentimento, sensação? Por que não podemos lidar com o amor, com o orgulho, com um devaneio, com uma aventura, com uma música como lidamos com as nossas refeições - onde encontramos a paz, o conforto e a comunhão da nossa espécie.

Eu acredito que ainda haja muitas pessoas que estão empenhadas em transformar uma experiência, uma sensação em algo transcendental, indiferente do que isso seja, se trará dores ou se será alvo de sacarsmo. Creio que não haja companhia mais apropriada para um momento de silêncio do que os encantos de uma paixão. Mas quiçá o momento em que passamos como sociedade não seja o mais apropriado para um sentimento tão... tão impagável!


A verdade é que, como escritora desse texto, eu procuro uma justificativa para dar vazão às paixões que estão cerradas no meu coração, que têem medo de sair e serem desrespeitadas por olhos alheios. Acho que gostaria muito que todos se desmanchassem por suas sensações como estou prestes a fazer. Gostaria que houvesse mais comunhões dignas, tais quais as refeições que tanto prazamos em fazer.

...

"não estaria eu sendo ingênua e desmerecendo o equilíbrio e cedendo espaço ao fanatismo?"

Para isso, eu tenho a seguinte convicção: acredito que o equilíbrio seja dinâmico. Estar em um momento fanático faz parte de estar em um momento vazio. Enquanto mudamos estamos balanceados.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

A tal da Autoconfiança



Faz tempo que me permeia na cabeça falar sobre autoconfiança, mais especificamente do que condiz sobre a fé que nós temos em nós mesmo em as nossas capacidades (ou a falta de fé)

Vou começar me citando e cituando nisso tudo. Quando eu era criança, eu tinha plena confiança nas minhas capacidades, sabia que com treino e concentração eu poderia atingir todos meus objetivos. (Claro, talvez isso tenha sido influência dos diversos animes que eu assistia, mas isso é indiferente, pois, afinal de contas, eu conseguia de fato atingir meus objetivos).

Quando eu estava no terceino ano do ensino médio, sendo um nerd esquisitinha com belas notas, eu percebi que eu gostava de estudar, e o que eu mais queria era estudar para sempre, ou em outras palavras, ser pesquisadora, ser acadêmica. Passaram-se alguns anos e admito que não consigo me despreender dessa ambição. Entretanto, diferentemente do meu Eu do passado, eu não acredito mais que eu seja capaz -eu simplesmente não me acho mais inteligente o bastante; eu reprovo matérias, estudo, estudo e fracasso; às coisas nem sempre entram na minha cabeça. Eu compreendo que essas coisas acontecem com outros alunos no meu curso, porém ainda afeta minha autoestima, minha autoconfiança. Mas o que eu posso fazer quanto a isso?

Eu já conversei com inúmeras pessoas sobre isso, entrei em vários aspectos do problema, tentei entender de todas as formas, padronizar o sucesso e o fracasso. Para mim, uma diferença entre a Eu do passado e a de agora, é essa total falta de autoconfiança. Esta resulta no seguinte padrão de pensamentos subconscientes:

"talvez, quiçá se eu me concentrar muito nisso aqui para entender, eu compreenda tudo. Mas se eu me concentrar e não compreender, significa que eu não sou capaz de nada e mereço toda a humilhação do mundo, toda a desgraça, toda a inglória! Melhor não me concentrar para não correr esse risco..."

Às vezes até compreendo um pouco, aí resolvo que mereço um descanço, um prêmio, mas isso é mérito para outra postagem.

Em contrapartida, meu Eu da escola resolvia essa mesma questão do seguinte modo:

"ah, deixa eu pensar, processar isso aqui... ... ... ... ... ... ... ... Pronto! Curti, quero mais!"

-Porque, afinal, se concentrar dá trabalho, mas é gostoso!

Parece simples de se resolver, mas acho que eu perdi a prática também, não apenas a autoconfiança. Mas, como eu havia dito, eu falei sobre essa condição com várias pessoas. E isso é um problema!

O primeiro problema é que boa parte das pessoas não sabe do que eu estava falando. Também podera, não é um assunto recorrente sobre como uma jovem adulta enfrenta os problemas psicológicos da vida acadêmica. Antes fosse de relacionamento ou de beleza, mas isso não vem ao caso.

O segundo -e grande- problema é que uma parte maior ainda das pessoas trava o seguinte diálogo contigo:

"Ora, ora, ora... você, com problema de autoconfiança, heheheh... venha cá, me dê sua mão e eu lhe apresentarei os confins do inferno da dúvida!" - diz aquela amizade de confiança

"Mas, mas... eu não quero ir para o inferno..." - você balbuceia de volta

"Minha querida, no inferno você já está e para sempre, só me ofereci para mostrar os confins, os cafundós, os becos, pois eles eu já conheço e de lá nunca sai, hahahahah!" - lhe responde

(aqui cabe a curiosidade que se você tivesse se aberto a um estranho, seria mais provável que esse estranho não tivesse diminuido ainda mais sua autoconfiança, pela estranha razão de que pessoas estranhas possuem uma áurea, um mistério que as torna perfeitas, enquanto que sua melhor amiga não apenas já peidou na sua frente, demonstrando a desclassificada posição de humana dela, como também já lhe confessou outros segredos que a fizeram parecer com você mesma, outra reles humanóide)

Nós somos maus! Nós nos prestamos em jogar quem tá por baixo ainda mais ao fosso! E fazemos isso porque nós compartihamos dessa desgraça! Isto é, quem não tem autoconfiança, não pode oferecer confiança ao demais.

Contudo, mantenhamos a calma, nem tudo são trevas!

Se tivermos a tal da autoconfiança, saberemos elevar os ânimos alheios. O que pode ser mais caridoso do que dizer a sua amiga "VEI, tu consegue, sua linda!" -quando realmente se quer dizer isso, com a sinceridade genuína de quem acredita pela própria experiência?

Autoconfiança, meus amigos, extrapola os egoísmo do sucesso: esta é uma grande solidariedade!

Se eu ousasse fazer afirmações absolutas superlativas, diria que ser autoconfiante é a melhor coisa que alguém pode ser ao próximo!

(lembrando que se trata sobre a autoconfiança da serenidade da certeza, e não a arrogância da insistência em si mesma num terreno duvidoso. Arrogância, apesar de sexy, é uma mentira, uma pretenção à autoconfiança, por isso não poderia elevar outros espíritos a grandes realizaçãos, ao menos não espíritos aos quais não se tem suficiente respeito. Mas é atraente, vai entender)

Então, leitora, espero que você dê todo o carinho do mundo à sua autoconfiança, para que ela cresça forte, saudável e fértil! Porém, isso me faz relembrar... como eu resolvo o problema da minha vida acadêmica e recrio essa tal de autoconfiaça?

Creio que, como tudo na vida, é melhor ir devagar. Minha meta para tanto é criar pequenos desafios e toda vez que um desafio for resolvido, a autoconfiança cresça sozinha. Por isso, talvez eu recomece com desafios realmente pequenos lá na universidade...

De qualquer forma, eu não desistirei. Até porque isso não é mais uma questão apenas sobre mim mesma. Agora eu faço por todos que cruzarão meu caminho!

sábado, 30 de janeiro de 2016

Despoesia

Resolvi olhar do que eu sofria


Sofro de
  • necessidade de sofrimento para criar soluções para os sofrimentos
  • falta de criação quando sem sofrimento
  • excessiva densidade de intensidade de mim mesma
  • falta de compaixão com a superfície das coisas
  • análise compulsiva
  • choro por excesso de beleza
  • piada por excesso de tristeza
  • excessiva seriedade em ideais
  • ideais exessivamente elevados
  • excesso de vontade de beijar músicas
  • impossibilidade de ser uma música (não musicista) e me juntar às outras músicas
  • procastinação
  • falta de uma paixão humana para levar no bolso e olhar no ônibus, no mercado e no teto
  • falta de esperaça em paixões humanas
  • excesso de medo por paixões humanas
  • excesso de força irresoluta
  • saudades de certezas
  • irreconhecimento de auto-merecimentos
  • atração inútil por vestidos, perfumes e flores em vasos
  • rebeldia em frente ao Universo
  • rebeldia em frente às poesias
  • dúvidas do momento presente
Talvez eu esteja grávida de uma nova forma de viver. Vamos aguardar os resultados.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

2016

As minha reais resoluções de 2016




Oi, blog, quanto tempo! Tava com sdds...

Enfim, nem sei por onde começar... ontem eu tive uma penca imensa de revelações, as quais minha mãe ajudou a catalisar ao me dar um sermão, por incrível que pareça. Eu vou começar dizendo que não vou mais me sentir culpada, que não vou mais me freiar por causa dos privilégios que tenho.

Durante os últimos 3, 4 anos, eu comecei a me sentir muito mal por ter privilégios que outras pessoas não tem: família estruturada, casa, conforto, oportunidade de ir pra faculdade, de estudar, de me vestir bem... uma infinidade de coisa que não contemplam, infelizmente, grande parte da população do Brasil (e de quebra do mundo).

Pois é, mas eu não vou mais provocar esse desconforto propósital em mim, e desejar que eu não tivesse esses privilégios para que o mundo fosse mais justo. Vei, na boa, não vou cortar fora minhas pernas por que tem gente que não tem pernas. Sequer existe um "balanço geral" de justiça no mundo. É a vida - se eu puder correr por aí e subir numa árvore com minhas pernas, posso buscar uma goiaba pra quem não pode com as próprias pernas.

"ah, mas esquerda caviar"

deixa de ser ruim, deixa os outros crescerem de onde estão, e não do zero, oh inimigo imaginário de moral auto distruidora. INIMIGO. Não manda em mim >:(

É essa questão moral... se vc pode matar uma pessoa pra salvar 4, ou vc pode matar as 5 e não ter que se decidir, vc vai matar todo mundo pra ser mais justo? Anjos se curvarão diante da sua justiça, oh grande sabedoria.

Pois é, o mundo posse ser injusto. E para melhor (eita, que grande revelação! Nunca tinha pensado nessas palavras)

Isso, evidentemente, não exclui que eu continue a ficar do lados dos oprimidos. Na verdade, não muda quase nada, só tira o peso da minha consciência =p


Aliás, hei de requerir outros privilégios que abri mão. Um deles é ficar em paz, e não espalhar a discórdia onde já está caótico.

Eu já sei quem vai ouvir o que tenho a dizer, minhas opiniões, e quem não. E grande parte das pessoas não está disposta a abrir mão de suas convicções nem por empatia, nem por lógica. Eu não devo brigar com elas, pelo contrário. Vou trabalhar meu psicológico para que eu possa espalhar a minha (futura) paz interior ao meu redor. Alguém foi ruim comigo? Pois vá em paz; que o amor do Universo acalme a ignorância do seu coração.

"Ah, mas foi criada numa família estruturada, claro que essa paz é um privilégio, não tenho obrigação de ficar na paz"

Eu não tenho obrigação de sair dessa paz, mas eu acredito, de fato, que o exemplo é o único professor confiável nesse mundo barulhento. Pois é, de novo a história das pernas que eu tenho.


...


Parece desnecessário todas essas resoluções, mas eu li tantos textos que me deixaram me sentindo mal por ter coisas que os outros não tem... Mas meu sofrimento proposital NÃO É ÚTIL, pelo contrário, vai compactuar com a disseminação de raiva pelo mundo. E se não é legal ver polícia com raiva, pode crer que também não é legal ver não polícia com raiva. Sei lá, cidadões, se vcs quiserem fazer de mim uma inimiga, tbm, vou ter que aceitar "/

Falando em compactuar, eu sinto muito, mas vou ter que aceitar que eu estou num sistema social e compactuar com ele para que nós dois saiamos ganhando. Quem nem as pernas, sabe? Eu tenho duas pernas por motivos incompreensíveis e transcendentais de que a minha consciência está atachada a um corpo humano, que costuma ter duas pernas. Bem, eu poderia me rebelar contra esse sistema fisiológico e, em vez de me locomover como uma humana bípede normal, saír por aí rolando deitada. Eternamente. Mas, por favor, EU NÃO QUERO!

Eu acho maneiro estudar, me envolver com coisas produtivas e tal. Inclusive, eu me sinto mal se eu to vivendo sem um objetivo futuro, onde o presente esteja lá como um caminho a se construir. Pois é, vou utilizar essas pernas pra correr e, mais precisamente, correr avante.

Pois é, tem algumas pessoas que afirmam que devemos curtir mais a vida. Mas curtir a vida, pra mim, não é só entreterimento efêmero e sem objetivo. Nunca foi, sempre curtir correr atrás de algo. O que me faz lembrar...

Tenho que parar de acreditar que os outros estão sempre certos e eu sou uma completa louca sem-noção que não sabe de nada.

Não. Inclusive, muito pelo contrário, no que condiz ao o que eu quero, só eu posso dizer o que é bom pra mim. Experienciar a vida em festas e todas essas coisas, só de vez em quando. Nem curto. Tem gente que me diz que um dia eu vou aprender a gostar, pois até agora já se passaram anos e até hoje, a única coisa desse universo que me agrade é beber vinho =p Podem ficar com essa história de festa, drogas, bebida, pegar geral... sério, não quero.

"ah, mas sua careta"

Quando eu era pequena eu chorava vendo Video Cassetadas do Faustão. Eu não me sinto bem até hoje vendo acidentes alheios. Respeita meu conforto, porra!


Mudando de tópico: auto-confiança. Eventualmente, eu vou escrever pq que auto-confiança é benéfica não somente a quem a tem, mas como tbm às pessoas ao redor de quem tem. Ela está onde o ego não está. Eu quero sair do meu ego e viver onde estiver essa auto-confiança. Nos últimos tempos eu tenho me doido muito com essa falta de fé em mim mesma. Pretendo mudar isso.


Outro tópico: amor romântico. Diferente de todo o resto do universo, onde o foco no objetivo e a luta lhe resultarão a vitória, amor é uma experiência: você o vive, e talvez quem vc ame tbm o vivêncie por vc, mas talvez não. Nem todo mundo tá preparado pra ver o amor nas pessoas. Diria até que o amor é perceber que o outro existe. Aliás, isso dificulta um pouco essa área do amor romântico pra mim, pq esse é um amor que se diferencia do amor desinteressado, pq vem acompanhado de atração física. Ou não. Eu confundo tudo, às vezes só amo, sem saber q amor é...

O importante, pra mim, é evitar paixões platônicas. Eu coloco muita energia, muito tempo em cima delas e costumo me machucar. Teoricamente, é só não se apaixonar pela pessoa recriada na imaginação, que é parecida com a pessoa do mundo real, mas não a é. Ou seja, não se deve criar expectativas, mas sim se apaixonar na realidade, com a vivência do outro. Ainda assim, se eu me machucar, bem, pelo meno eu tentei uma nova abordagem, acho que dessa vez vai dar certo... lembrar que o amor é esse fluxo de energia entre as pessoas...


Última coisa: divertir-se estudando. É possivel, claro -era legal na escola =3


Pronto. Depois de várias reticêncas, me dei por satisfeita. Essas são minhas resoluções.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Tremendouro



Algo ruim aconteceu
Para a Desgraça geral da Nação
inimporta real, falso ou virtual
o desejo é de alambrar as carroças
e plantar velhas palmeiras
com folhas debaixo da roça

Tridentes já são demodé
Quando peçonhas são derramadas em flores,
novelas e bolos
Um pedaço aqui, p'ra você

"não(,) obrigada"

Então se prepara, que irá desconhecer
as velhas calmas feras
"Como é um tapete por baixo"
agora tu vê

Entropia é natural, me vêm,
catalisa sistemas em desajuste
e a ira e a derrota também
Não há nada a se esclarecer

E a inteligência, não ordena?
Qual é sua cadeira,
se temos dois, três, quatro
mil carrascos
a vontade acima do dever
e do bem querer.



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mais um encontro de pensamentos

me encarando


Acredito que eu sempre tenha sido mais complacente com as faltas alheias do que com as minhas próprias, que isso sempre esteve em mim. Mas, mesmo assim, os ensinamentos da vida vem me trazendo mais tolerância com os erros dos outros, com o jeito de ser, com as escolhas e fraquezas. Tenho amigos que lutam para que todos sejam aceitos, e isso tem me influenciado. Além disso, o pouco que já li e vivenciei sobre psicologia também tem me feito mais aberta com as condições, antes talvez irritantes, dos outros. Entretanto, nisso tudo há um problema: eu tenho levado essa paciência a minha própria pessoa.

Entre se aceitar e cultivar seus próprios defeitos e inabilidades tem um invisível, gradativo feixe e perigoso. Eis como me sinto:

Sinto que comecei a observar minha personalidade, desejos, necessidades e interações como um mundo a ser explorado passivamente. Tenho visto-me como um ambiente de observação, sobre o qual eu não devo interagir para não perder minha liberdade. Acredito, também, que somos influenciados pela sociedade a agir de tais e tais modos, então tenho tentado combater as vontades que me parecem de fora, que servem para me adequar ao sistema. Mas pra falar a verdade, tenho falhado nesse último ponto, e não obstante creio que tudo isso tem me atrapalhado a avançar como ser humano.

Tenho ouvido muito meu corpo falar, e adivinha, tenho ouvido "preguiça" muito frequentemente dele. Preguiça, comida, sono, caminhar, sol, deitar. Algo interessante que notei é que eu tenho vontade de comer frutas e outras coisas saudáveis mais do que de comer frituras, e que rapidamente doces me enjoam. Mas também notei que se meu corpo fosse eu (é ou não é?) ele passaria 99% do tempo deitado ou sentado, sem fazer nada. Claro, as vezes dá mesmo uma vontade de caminhar, mas não é muito frequente.

Outra questão, é que tenho tentado ser mais espontânea nas minhas relações sociais. Tenho tido bons resultados, exceto que eu não consigo fechar a boca para expressar minhas opiniões e sentimentos, o que nem sempre colabora. Algo que eu não conseguiria parar de respeitar é a minha vontade de estar só de tempos em tempos. Pessoas acabam me desgastando (de alguma forma, eu estou sempre insegura perto delas).

Mas existem prêmios que o sistema te dá (e o meu ego gosta) se você fizer o que ele quer. Falo dos estudos e trabalhos.

Tenho ouvido muito minhas vontades falarem "ah, nem...", um medinho de falhar insistir "não, não, não, não..." e isso tem me atrapalhado a, por exemplo, fazer trabalhos melhores, começar antes, me concentrar.

Isso era algo impensável para a Transnonsense adolescente, que colocava as vontades do ego no topo das prioridades e tinha um enorme força para se concentrar.

(ainda ouvirão muito eu falar de mim adolescente, minha maior inveja da vida)

Eu estou num mar de complacência para com as minhas fraquezas. Olho para minha insegurança e falo "poxa, tadinha de mim ter que ser confiançaneta... ah, se eu fosse mais confiante, tudo o que eu faria. Penas que não sou".

Outro lado de mim, o que vos fala, está em pânico! Tudo o que esse meu eu auto-piedoso vem fazendo está me afastando não apenas de mim, como dos meus sonhos. O que é isso que vem me levando para essa maré da mediocridade? Quanta vergonha que o resto da minha eu adolescente não sente?

Eu acredito que tenhamos todos que estabelecer objetivos, para alcançá-los. E quando tivermos medo, que aceitemo-os até desaparecerem, e não irmos tomar chá e fazê-lo objetos de estudo. A não ser que esse seja seu objetivo, estudar o medo.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Secando pratos com caxemira



Sonhei com a liberdade
Até ela tomar forma
Se antes era camuflada de nuvem
Hoje virou abrir a boca na chuva

Ou brincar com um guindaste
Fingindo ser um pássaro na cidade

Mas tem a liberdade de dentro
Que como o vento,
Canta sem dizer uma só palavra

Esse é a liberdade que me causou
Uma implosão, um vácuo
E apagou as velas
que enfeitavam as lembranças

Liberdade me tornou um pêndulo
Sem relógio

Para onde vou agora
Quando só a mim pertenço
E minha casa nunca se vai embora?

Para que serve a liberdade
Se não para ser buscada com espada e sangue?
Ou para dizer que flores são órgãos reprodutores?

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Um conto sobre preguiça 3

A Batalha de Abertura


Algum daqueles mundos envenenados de personalidade se dividiu entre suas várias personificações. Surgiu, então, da savana azul, uma entidade chamada Funig. O ambiente, a savana, todo foi idealizado por Funig, ou talvez, se espelhou dela sem ter sido pensado. Era uma árida savana, azul pela pouco luz, seca de poucas tempestades, desvirtuosa de emoções. Funig era a entidade mestra, lá tudo era seu reflexo, e esta, por sua vez, era um reflexo de onde estava. 

Funig passava o dia sentada, esperando desaparecer.Desaparecer parecia melhor que existir, mas para isso seria necessária alguma dor desconhecida, e Funig temia-na. Diferenciar as estrelas parecia mais certo que desaparecer, e era isso que Funig fazia. A entidade passava as horas a arrastar galhos secos no chão, sendo conscientemente vã. O peso de existir fazia Funig espirar gases sórdidos de seu pulmão. Isso matava ainda mais aquela savana. Era uma vilã, segundo alguns, ainda que ela pedisse desculpas por sê-lo.
Algum dia, veio uma tempestade solar. Assoprou toda a poeira velha, e incandesceu os folhas secas. Surgiu Irgen. Irgen era incandescente, queimava o que tocava, feria quem estivesse ao seu redor, inspirava agressividade. Contudp, Irgen tinha enormes poderes. Além de iluminar aquela savana quando chegou, Irgen modificava a realidade. Ao longe, parecia que era o próprio espaço-tempo que vibrava ao redor da nova entidade, o tanto que seu calor parecia transformar o mundo ao seu redor.

Quando Irgen chegou, pôs suas mãos na terra e transformou tudo em fogo. E quando o fogo sessou, surgiu grama, surgiram flores, surgiram mesmo emoções coloridas do chão. Irgen, por onde estivesse, brilhava tanto que se fazia rainha. Enquanto estava lá, ela transformou aquela savana no exato jardim que jamais alguém acreditou que pudesse ser possível de se haver. Contudo, Irgen era tirana, e queimava tudo o que sai de seus planos -transformava as folhas caidas e as pedras quebradas em carvão.

Quando Irgen surgiu, Funig queimou no vão que se abriu em si mesma. Mas ela não deixou de existir. Funig está fadada à imortalidade, enquanto seu mundo existir. Entretanto, Irgen a ignorava. Irgen construiu um império sob seu total controle. E para controlá-lo, ela queimava tudo o que se atrevesse a desafiá-la. Ela se ocupava de criar todos seus caprichos por conta própria, e construí-los ou destruí-los segundo seus desejos.

De tanta força que Irgen usava, de tanto calor que ela liberava, naquele jardim não pousavam mais pássaros, a chuva evaporava antes de refrescar o chão, as flores secavam de calor. Irgen, rezavam os visitantes, era impiedosa e cruel.

Mas eventualmente, Irgen se cansou e adormeceu. Sentiu que transformar o mundo drenava-a.

Foi o momento em que Funig ressurgiu. Funig absorveu toda aquela energia, enquanto Irgen dormia. Funig virou uma enorme bolha de tanta energia que recolheu do ambiente, e este, por sua vez, começou a virar uma savana novamente.

Durante seu sono, choveu algumas emoções em Irgen. Ao despertar, Irgen viu que todo seu jardim se esvaziara de vida. E Irgen percebeu que havia uma responsável por isso.

-O que fizestes com meu jardim, ser perdido? -começou a se esquentar Irgen com Funig.
-Nada. Só tava ali. Tive medo de sair e perder tudo, então achei melhor engolir tudo antes de sumir.
-Isso não faz sentido! Como alguém pode engolir meus feitos? Devolva-os imediatamente!

Mas Irgen não sabe que Funig é incapaz de qualquer coisa, a não ser absorver e desenhar na areia. Não poderia devolver o  que ela havia absorvido. Funig, sentada, olhou para Irgen sem nada dizer.

-Se não me devolveres, tomo-lhe a força! -enfureceu-se Irgen. Sua fúria a fez brilhar. Seu brilho incandescente aumentou. Ela foi em direção a Funig e meteu a mão em seu coração. Funig era gelatinosa, enquanto Irgen era como fogo. Funig, sem nada fazer, apagou a mão de Irgen, que olhou assustada a sua impotência repentina.

-Estás a me desafiar? Ninguém me vence! -bradou Irgen. Funig a olhava indiferentemente. Irgen repetiu o golpe, porém nada mudava. Ela reacendia suas mãos a cada apagar, mas Funig também não sentia diferença.

No fundo, Funig achou que talvez fosse uma boa oportunidade de deixar de existir. Talvez o mundo devesse pertencer àquela figura forte, que por catástrofes transformava-o. Ela fechou os olhos e aguardou. A sua indiferença fez Irgen ainda mais brilhante. Socava-lhe o peito furiosa em vão. Em uma última tentativa, Irgen se jogou dentro da enorme figura de Funig. Sem ar, Irgen começou a desaparecer. Ela sentiu um enorme desespero, naqueli que parecia ser seus últimos instantes.

-Como, eu, senhora desse mundo, posso ser derrotada tão facilmente? Não, isso não é possível!


A savana escurecida, azulada, tinha, como único ponto de luz amarelada, Irgen dentro da enorme forma gelatinosa de Funig. A voz de comando de Irgen foi abafada, derrotada pela preguiça de resistir de Funig. Funig ainda tinha a esperança de não existir, dentro de si.

continua...





terça-feira, 18 de novembro de 2014

As Dúvidas

de uma mente sem lembrança, pode?


Em algum dia esquecível, mas fatídico, eu duvidei. Eu não sei depois o que aconteceu, mas sei que ainda duvido. Eu duvidei tanto que é meu moto-continuo. Tudo se apresenta para mim como um tufão, que impede que eu toque certezas me assoprando para o longe; me faz voar e enxergar dessignificados.

Dessignificados. Tudo se despe. Sobra algum fluido qualquer, que me lembra que, se o que eu duvido foi feito por uma pessoa, então foi feito por uma pessoa. Transmitimos ideias, criamos padrões, comunicamo-nos, damos valores, avaliamos -tudo duvido.

Contudo isso está tudo perdido na minha mente. Enquanto o mundo gira em valores aceitos, eu não os consigo tocar. Eu estou presa, num mundo onde o valor é uma fumaça, onde a a dúvida, ou experiência, é a moeda de troca que a minha mente me pede para continuar existindo. Graças aos céus, eu posso negociar com esta. Ainda sinto que meus abrigos estão nela. Meus abrigos, mas não eu.



-engraçado é que...

Um dia eu duvidei da mente. Ela quase deixou de existir (e não eu). E esse foi outro dia fatídico, talvez até inesquecível.

Todavia, a mente se regenera na dúvida, seu meio.

Para que eu ainda tivesse um pedaço de terra nesse caos que é o lado de fora, eu tive que me assemelhar a ele. Agora eu caço dúvidas.

-


É isso. Eu caço dúvida, pois, do contrário, eu não existo aqui fora. Eu seria apenas completa na minha desavaliação e dessignificância desmentidas. Por isso duvido tanto, e talvez me conheçam segundo minhas dúvidas.


(sem mente, talvez apenas ouvisse música e colhesse flores)


domingo, 10 de agosto de 2014

Mais um pouquinho sobre preguiça

e


tenho a impressão que algum dia eu vou morrer de preguiça. Serio! Há pessoas que morrem porque comem demais, outras que bebem demais. Parece-me que vou morrer de preguiça. Não sei como, mas deve haver um jeito.

Talvez eu não consiga trabalhar, pois estou com preguiça, e morra de fome, sem dinheiro.
Talvez meu organismo perceba minha preguiça e fique com preguiça de metabolizar e eu morra.
Talvez eu fique com preguiça de sair da cama, de acordar, até entrar em coma e, sei lá, morra.
Talvez eu morra com preguiça de colocar o sinto de segurança.
Talvez eu morra pois fiquei com preguiça de apertar o freio do carro.
Talvez eu morra de tédio.
Mas é mais provável que eu morra de internet.

Internet é fácil demais para se ter preguiça. Fácil demais para se viver dela, se aprofundar ou se realizar nela. É como um buraco negro, do qual você não consegue sair. A internet passa a habitar seus pensamentos e suas (falta de) conclusões. Estou na internet e ela em mim. Um verdadeiro câncer sem fim!

Volta eu meia eu me retiro do facebook. No início eu tenho uma ânsia "preciso... ver... facebook... p-preciso", mas, por alguma razão, eu consigo ignorar essa vontade quando eu desativo-o. Se eu passar mais de duas semanas, eu começo a voltar a adquirir minha personalidade. Sim, a internet é capaz de influenciar minhas tomadas de decisões de "vou me concentrar em tal coisa" para qualquer conjunto de n informações, me fazendo sumir em meio a pensamentos desconexos e difusos, além de serem confusos, muita vezes.
Aliás, eu fico me indagando se debaixo de toda essa preguiça ainda existe uma eu interessada em alguma coisa. Uma eu apaixonada, envolvida com alguma ideia, ou no mínimo que realiza uma atividade sem enrolar por dias.

Uma eu ainda fluente na vida real.

Sempre tenho a impressão que uma hora eu vou querer tanto uma coisa que vou surgir dessa névoa de preguiça com uma espada na mão, gritando e correndo, até que tudo fique para trás, e eu vença nessa vida!

Mas até agora nada.

Acho que devo começar a pensar num plano B para não morrer de preguiça.

Talvez eu saia um tempo da internet (leia-se redes sociais).

Talvez eu carregue comigo teaser, e me dê um choque toda vez que eu demorar mais de 5 minutos para fazer algo. Mas isso pode me dar preguiça de me dar um choque. 

Ou pior: eu posso me acostumar com o choque.

Além de tudo, a preguiça me faz me acostumar com as coisas nem tão boas da vida. "Mude não, Transnonsense, eu sei que não tá tão ruim ;)"

Ah, essa carinha ;) me dá uma raiva...

Parece que esse é o plano da preguiça; ela me olha com um olhar debochado, fala para mim que sou muito menor que ela, que se eu a deixar me arrependerei até o último nucleotídeo do meu ser, que eu dependo dela para sobreviver.

Bom, preguiça, você vai ver só, eu vou criar um plano para me livrar de você, assim que eu não tiver preguiça para tanto.


domingo, 20 de julho de 2014

Soneto

Primeiro Soneto a Outrém


Desconhecia o enfeite luminoso no peito
Envolto com carinhos de seda, de camurça
Com espontânea predileção por alguém
Que pouco viu o reflexo intríseco lhe feito

Suplícios para esvairecer-se na realidade
Auto-ditos juízos davam-lhe excusas
Luzes argumentavam com tudo o que têem
"A preciosidade está justo em m'a verdade!"

Céus, p'ra quê sementes em campinas sob águas
Se, levantando o amado candelabro assopra
Gélido esse real do fantasma imaginário

Implosão advinda das conclusões das ressalvas
Perdido num lago cinza, um vácuo, agora
Por quê, alma, és cáustica como calcário?

O Conto de Natal do Chá Mágico

pois era natal quando...


De repente, Sara misturou mais ingredientes no seu chá habitual, e o chá virou um chá mágico.

O chá mágico anti-preguiça!

Depois de beber todos dias o seu chá, Sara dominou o mundo.

Aliás, todos os mundos!

Sara descobriu passagens para novos universos, onde, com ajuda de seu chá, ergou sua bandeira pró-Sara.

Num desses universos, ela viu uma Sara-paralela que não misturou o ingrediente secreto no chá mágico anti-preguiça.

A Sara-paralela passou o resto dos seus dias (que foram muitos) lutando eternamente contra a preguiça, que nunca dominou. A vida de Sara-paralela era na internet.

Enquanto isso, Sara era uma tirana maníaca que não queria dividir seu chá.

Também, quem não seria, com tanta coragem, tirânico despreguiçado?

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Assuntos, matemática, linguagem, dúvidas existenciais...

(tudo muito louco)


Um assunto leva a outro, num degradê contínuo, em qualquer conversa. Quando criança, certa vez, ouvindo meus pais conversarem com amigos, eu disse que conversas são que nem arco-íris: as cores mudam, mas não dá pra saber exatamente onde, porém uma leva a outra devagarzinho, igual aos assuntos. Acho que minha mãe não entendeu na época, mas não vem ao caso.

Sempre imagino uma conversa top-down sobre ciências. Começa com algum fenômeno cotidiano interessante, como, sei lá, lavar a calçada. Alguém coloca as razões políticas que fazem o estado lavar ou não uma calçada. Depois, alguém fala que a sociologia explica de tal e tal forma.
Aí, da sociologia, dão razões à psicologia indivídual.
Que passa a responsabilidade às questões neurológicas.
Que pede explicações da biologia evolutiva.
Que por sua vez se sustenta no estudo do DNA, logo, da química.
Que é uma macrovisão da física quântica.
E que por último é sustentada pela matemática.

Pensava eu, então, que a matemática é o mais puro dos estudos. Entretanto, dando uma olhada nas diversas formas de álgebra que exitem para interpretar o resto dos sistemas desse mundo, eu me perguntei

Mas de onde vem essa sintaxe da matemática?

E para minha surpresa, no meu raciocínio eu encontrei o fator humano, novamente. A sintaxe é criada e associada à semântica por alguém! Lógico! Os fenômenos físicos e lógicos estão lá (e cá), mas precisa de alguém para dizer

"Essa porra aqui faz todo o sentido!"

ou um outro eureca, qualquer...

Sendo assim, chegamos na ciência da linguística para nos conduzir a outro grau das explicações. A linguística usa-se a si para se explicar, tal qual a álgebra matemática. Na verdade, uma linguagem humana "natural" pode ser capaz de se equivaler a linguística. Pense que 2+2 pode ser dito como duas maçãs junto com mais duas maçãs. Os nomes, nesse caso, das entidades  lógicas (algarismos) são inclusive os mesmos.

Pode-se dizer que a linguagem natural e a matemática travam um relação de equivalência, e, ainda que eu não consiga provar nem que sim, nem que não, como ambas tem a mesma origem (a mente humana que percebe o mundo ao seu redor) não vejo qualquer razão para elas não poderem ser equivalentes.

De tal modo, podemos dizer que, da matemática, vamos à linguística e podemos chegar na psicologia de novo.

Na verdade, só podemos avaliar a psicologia com a nossa linguagem. Então, o verdadeiro fim da recursão de estudos é a linguística, pois para provarmos uma ciência precisamos de uma outra fora dela que a explique.

O que devemos fazer, então, para provar que nossa linguagem tem corretude e completude* para descrever o mundo de forma universal e lógica?

Nada.

Ora, se vierem alienígenas que vivam no mesmo sistema físico que o nosso e compartilhassem sua linguagem conosco, não seria diferente que aprender uma língua de outro continente, de outros tempos. Haveria diferenças, claro, mas a percepção do mundo ao nosso redor (lembre-se que os aliens vieram apenas de outro plantena, onde F=m*a, igual aqui) seria semelhante. Pode ser que existisse um nome específico para a aceleração da aceleração, por exemplo, mas nada que nosso sistema não se equivale.

Por outro lado, assim como ocorre quando conhecemos gente de outro cultura, os aliens, muitíssimo provavelmente, teriam conceitos novos que poderíamos adotar e espandir nosso controle mental sobre a realidade. (Conceito nada mais é que o controle mental de algo perceptível (ou imaginário)).

Ora, se os aliens vinhessem de uma dimensão onde as regras da física e da lógica não valem, aí sim, teríamos uma expansão de sistemas que conhecemos.


Mas será que seria possível avaliar nossas linguagens perante a realidade deles?


Na verdade, a não ser que nossa realidade estivesse contida inteiramente na deles, seria como você me perguntar

"Qual é o melhor tom de azul para comer pizza?"

-Se nos depararmos com um sistema lógico que exclua o nosso será algo totalmente inútil para entendermos o último, mas não deixaria de ser interessante (ou tão mindfuck que morréssemos de agonia).


Sendo assim, existem duas possibilidades:

-não há certeza nenhuma e jamais haverá
-os aliens estão em uma realidade que contém a nossa e algo mais atrelado a essa

Daí vem ao menos duas perguntas

-por que certeza é tão bom para nunca pararmos de buscá-la, ainda que seja em vão?
-existem alienígenas?

Aliéns ou talvez algo espiritual, talvez. Ou mesmo outras dimensões maiores. Mas e se lá também houver dúvidas?

Aliás, qual é o critério de parada dessa recursão?


Por alguma razão (que talvez a biologia evolutiva já nos dê alguma explicação) nós, humaninhos, sempre estamos em busca de certezas. E por incrível que pareça, mesmo a certeza que 2+2=4, ou que o avião vai voar, ou que você existe depende de uma fé de que tudo o que já foi provado nas nossas linguagens continuará igual em qualquer futuro (ou passado).

Ah, quantas perguntas...




*Na Ciência da computação teórica, a corretude de um algoritmo pode ser afirmada quando se diz que o algoritmo é correto com respeito à determinada especificação. O termo corretude funcional se refere ao comportamento de entrada-saída do algoritimo (i.e., para cada entrada ele produz a saída correta).
(daqui)
A completude é uma propriedade de uma teoria lógica; um sistema formal é chamado de completo quando qualquer sentença verdadeira pode ser deduzida do sistema.
(dali)

domingo, 1 de junho de 2014

Um Legítimo Blablablá

Bla...


Estou meio enjoada das idéias pois não ando fazendo nada criativo, só estudando. Então, resolvi escrever para ver se algumas bolhas coloridas brotam na minha cachola sequinha...

Ah, dias atrás fiquei triste. Eu nunca fico triste, quando algo que acontece não me agrada fico colérica ou fico desesperada, ou mesmo fria e indiferente, mas nunca triste.

É estranho, me tornei mais humana, depois disso, por conhecer essa tristeza azul-cinza, como um lago enevoado. Não que tenha sido bom, mas foi, ahm, interessante.

"O que aconteceu pra tu ficar triste?"

Não vou mesmo comentar sobre isso. Fica o mistério.

Mas depois de ficar triste me atolei em estudar, hahah.


Sinto minha mente tão preto e branco que não consigo escrever nada. Não consigo nem me expressar em dizer o quão chato é esse plano linear mental. Eu preciso alternar bagunça e linearidade, me faz feliz.


Aff, ao menos algo interessante eu tenho que dizer. Que tal perguntas intimistas? Para vocês, lógico, não vou responder (agora).

-O que quero agora?
-Por que quero isso?
 ou
-Como posso não querer porra nenhuma?

-Eu realmente quero isso?
 ou
-Querer é divertido?

-O que nos move além da vontade?

-Por que acordo todo dia de manhã?

-Se eu olhar muito para minha vontade, ela desaparece?
-Ou ao contrário, ela se fortalece?
-Ou nada?

-Se eu sonhar, a realidade some?
-Se eu realizar, o sonho permanece?

-Existe limite de número de vontades?
-Existe limite de intensidade?


Querer é tão bom, quando se há esperança...

-Por que a preguiça às vezes me impede?

-Seria a preguiça uma falta de fé em si?
(acho que sim)

-Quantas coisas eu quero agora?

-O que eu já quis, consegui?



Fica, então, essa postagem que não diz nada, mas me fez sentir-me melhor! =)
Recomendo a todes sempre escreverem! Como é bom!